Maria do Mar (1930)

José Leitão de Barros / Bernardo Sassetti

Maria do Mar (1930)

© Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema

Novembro

20/11 sáb 19:30

RIVOLIGrande Auditório

Filme-concerto
Interpretação da Orquestra Sinfonietta de Lisboa e direção musical de Vasco Pearce de Azevedo
Sessão de abertura Porto/Post/Doc
Preço 9€ (preço único)
Duração 1:46min
Classificação etária 12+
A 8º edição do Porto/Post/Doc abre com um cine-concerto, magnífica homenagem ao cinema português e que introduz de forma simbólica o tema "Ideias para adiar o Fim do Mundo", tema transversal a toda a programação desta edição do Festival numa colaboração só possível com a colaboração da Cinemateca Portuguesa, Casa Bernardo Sassetti e o Teatro Municipal do Porto.


Maria do Mar
é um notável trabalho de integração da paisagem marítima e da vida dos pescadores da Nazaré numa ficção construída à volta do ódio entre duas famílias por causa da morte de um pescador, provocada acidentalmente por outro. Acabará por ser na sequência da união amorosa dos filhos que virá a acontecer a reconciliação. É um trabalho de montagem claramente marcado pela influência da vanguarda soviética da época, onde se notam ainda muitos outros sinais do cinema europeu e americano dos anos vinte do século passado.
Em 1999, por ocasião do restauro do filme Maria do Mar, naquele que seria o primeiro projeto de restauro do laboratório do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento, a Cinemateca Portuguesa encomendou a Bernardo Sassetti uma partitura com música original, orquestrada por Vasco Pearce de Azevedo, Bernardo Sassetti e Luís Tinoco.
Representativa da inventividade da sua escrita musical e atenta aos cambiantes emocionais da realização de Leitão de Barros, é uma composição que o músico continuou a trabalhar, em aperfeiçoamentos sucessivos, ao longo da década que se seguiu à aquela estreia, tendo sido apresentada com o filme, em sua vida, em inúmeros outros locais.
Esta cópia que agora se apresenta em estreia no Porto/Post/Doc, quando passam 125 anos do nascimento de Leitão de Barros e das primeiras sessões de cinema em Portugal, teve origem na digitalização 4K do negativo de câmara original do filme.


José Leitão de Barros nasceu no Porto a 22 de outubro de 1896. Em 1918, realizou os seus primeiros filmes (MALMEQUER, MAL DE ESPANHA). A sua reputação consolidou-se com a realização de A SEVERA (1931), primeiro filme sonoro português, e esteve ligado à criação da Tobis Portuguesa. Realizou filmes como LISBOA, CRÓNICA ANEDÓTICA (1930), ALA-ARRIBA! (1942) e CAMÕES (1946), marcando a cinematografia nacional do período do Estado Novo. Morreu a 29 de junho de 1967.

Bernardo Sassetti nasceu em Lisboa a 24 de Junho de 1970. Depois dos estudos de piano clássico, dedicou-se ao jazz, tendo iniciado a sua carreira musical em 1987. Compôs para formações de diferentes formatos, colaborando regularmente com músicos diversos, não apenas em concertos e gravações, mas teatro e cinema. Dos seus trabalhos de composição para cinema destacam-se Quaresma de José Álvaro Morais, O Milagre Segundo Salomé e Um Amor de Perdição de Mário Barroso, Alice e Como desenhar um círculo perfeito de Marco Martins, 98 Octanas de Fernando Lopes. Faleceu em Cascais a 10 de Maio de 2012.

Novembro

20/11 sáb 19:30

RIVOLIGrande Auditório

Filme-concerto
Interpretação da Orquestra Sinfonietta de Lisboa e direção musical de Vasco Pearce de Azevedo
Sessão de abertura Porto/Post/Doc
Preço 9€ (preço único)
Duração 1:46min
Classificação etária 12+
De José Leitão de Barros
Com Adelina Abranches, Alves da Cunha, Oliveira Martins, Rosa Maria
Sessão organizada no âmbito do projeto FILMar, operacionalizado pela Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, ao abrigo do programa EEAGrants 2020-2024.