Marlene Monteiro Freitas

Mal – Embriaguez Divina

Marlene Monteiro Freitas

© Peter Hönnemann - Kampnagel

Setembro

30/09 qui 19:30
1/10 sex 19:30

RIVOLIGrande Auditório

Dança
Portugal/Cabo Verde
Preço 12€
Duração 1:30min
Classificação etária 6+
Para explorar as várias formas do mal, um grupo a afundar-se num mar de papel transforma-se num coro posicionado numa tribuna. O título deste trabalho de Marlene Freitas faz várias referências à ambivalência do mal. Mal pode referir-se a uma inquietação, a um desconforto, à dor, ao sofrimento, à agonia, à mágoa, ao tormento, ao vazio, ao horror e também ao maléfico. Entretanto, Embriaguez Divina posiciona o mal como um estado de alucinação divina, de êxtase dionisíaco. O mal assume várias formas. Surge como força determinante num elevado número de histórias, e o teatro é há muito um contexto onde é revelado e exposto. Para alguns, a experiência do abismo do mal é um pré-requisito para a arte. George Bataille posiciona o mal e a arte em grande proximidade, como duas forças que se opõem a um mundo lícito de cálculo racional. Perceciona as crianças como seres comprometidos com o mal, revoltando-se contra um mundo adulto de convenções inibidoras. A exaltação Divina como uma insurreição transformativa do Mal contra o Bem, convidando a quebrar com a ordem, a escapar às normalizações e a desviar do guião.  


Marlene Monteiro Freitas nasceu em Cabo Verde onde cofundou o grupo de dança Compass. Estudou dança na P.A.R.T.S., em Bruxelas, na Escola Superior de Dança e na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Trabalhou com Emmanuelle Huynh, Loïc Touzé, Tânia Carvalho, Boris Charmatz, entre outros. Criou as peças Bacantes – Prelúdio para uma Purga (2017), Jaguar com a colaboração de Andreas Merk (2015), de marfim e carne - as estátuas também sofrem (2014), Paraíso - colecção privada (2012-13), (M)imosa com Trajal Harrell, François Chaignaud e Cecilia Bengolea (2011), Guintche (2010), A Seriedade do Animal (2009-10), A Improbabilidade da Certeza (2006), Larvar (2006) e Primeira Impressão (2005). Estas peças têm como denominador comum a abertura, a impureza e a intensidade. Em 2017, a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) atribuiu a Jaguar o prémio de melhor coreografia e, no mesmo ano, foi distinguida pelo Governo de Cabo Verde pelas suas realizações culturais. Em 2018, a Bienal de Veneza atribuiu a Marlene o Leão de Prata na categoria de Dança. É cofundadora da P.OR.K, estrutura de produção sediada em Lisboa.

Setembro

30/09 qui 19:30
1/10 sex 19:30

RIVOLIGrande Auditório

Dança
Portugal/Cabo Verde
Preço 12€
Duração 1:30min
Classificação etária 6+
Coreografia Marlene Monteiro Freitas
Apoio à produção Lander Patrick
Com Andreas Merk, Betty Tchomanga, Francisco Rolo, Henri “Cookie” Lesguillier, Hsin-Yi Hsiang, Joãozinho da Costa, Mariana Tembe, Majd Feddah, Miguel Filipe
Desenho de luz e espaço Yannick Fouassier
Apoio à criação do espaço Miguel Figueira
Direção de cena e conceção de adereços André Calado
Desenho de som Rui Dâmaso
Pesquisa Marlene Monteiro Freitas, João Francisco Figueira
Dramaturgia Martin Valdés-Stauber
Conceção de figurinos Marisa Escaleira
Produção P.OR.K (Bruna Antonelli, Sandra Azevedo, Soraia Gonçalves), Münchner Kammerspiele
Difusão Key Performance
Coprodução Teatro Municipal do Porto, Biennale de la danse de Lyon 2020 & Pôle européen de création – Ministère de la Culture/Maison de la Danse, Culturgest, HAU Hebbel am Ufer, Kunstenfestivaldesarts, International Summer Festival Kampnägel, Künstlerhaus Mousonturm, Festival d’Automne -Les Spectacles Vivants/Centre Pompidou, NEXT festival, Ruhrtriennale, TANDEM Scène nationale, Theater Freiburg, Wiener Festwochen
Apoio CML – Câmara Municipal de Lisboa, Dançando com a diferença, Fabbrica Europa|PARC- Performing Arts Research Center, La Gare – Fabrique des arts en mouvement, Pólo Cultural Gaivotas | Boavista, Reykjavík Dance Festival
P.OR.K Associação Cultural é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal – Ministério da Cultura / Direção-Geral das Artes.