WOMEX 21

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WOMEX 21

© Lacosta Studio

Outubro

28/10 qui — 30/10 sáb

RIVOLIGrande Auditório

Música
Preço 30€ (passe Rivoli + Teatro Nacional São João)
Depois de Tampere (Finlândia) e da versão digital de Budapeste (Hungria), o Porto recebe, em 2021, o WOMEX. Com mais de 26 anos de história, o WOMEX é um dos mais importantes eventos musicais para profissionais da indústria da música.
O Porto será, portanto, um palco para o mundo, acolhendo um evento pensado para networking de profissionais – artistas e agentes, editores e jornalistas, managers e técnicos –, concertos de apresentação, uma feira, um ciclo de conferências, filmes e uma cerimónia de atribuição de prémios que anualmente distingue alguns dos maiores da música global. Ao longo de 5 dias e 5 noites, o maior encontro a nível global de músicas do mundo levará até ao Porto mais de 2500 profissionais que estarão envolvidos nos vários momentos do WOMEX.  


PROGRAMA (RIVOLI)


28/10 qui

21:45 – Naïssam Jalal and Rhythms of Resistance (Síria/França)
Flautista virtuosa e compositora prolífica, Naïssam Jalal encontrou solo fértil na música, alimentada pela paixão e curiosidade. Nascida num subúrbio parisiense, assimilou a essência da música clássica europeia e árabe, a arte da improvisação do jazz, a urgência do hip hop, a euforia do funk e a vitalidade das tradições africanas.
Este belo percurso foi marcado por uma série de excelentes lançamentos de CD e prémios que culmina em 2021 no duplo álbum Un Autre Monde, gravado em parte com a Orchestra Nacional da Bretanha e que reflete o vibrante, tanto na forma como na substância, universo musical que construiu em cima da palavra “liberdade”.

23:15 – Mazaher (Egito)
Mazaher é um dos raros ensembles egípcios em que mulheres desempenham um papel principal. Para este projeto, Um Sameh, Um Hassan e Nour El Sabah abordam três tipos de Zar para se integrarem numa prática comunitária que tanto procura a música como a dança, transformando tudo num só.
O grupo pratica cânticos baseados em poliritmos ritualísticos que têm um papel purificador para ajudar quem as escuta a acalmar-se e a reencontrar o seu bem-estar espiritual. E há aqui um factor de exclusividade: neste momento só existem à volta de 25 praticantes desta tradição no Egito.

00:45 – Kosy (Polónia)
Fundado em 2019, Kosy é um grupo de quatro mulheres que, juntas, criam canções folk da zona de Lower Silesia, uma região da Polónia, criando arranjos livres e arrojados que exploram a harmonia das tradições em modernas emoções. O quarteto vem de diferentes backgrounds, do jazz à clássica, algo que lhes dá uma vantagem criativa.
Ao Porto, a banda trará SWIT, o seu primeiro longa-duração que chega depois de passagens por vários festivais polacos, a conquista de diferentes prémios pelas suas abordagens ao cancioneiro tradicional e, ainda, cocriaram a música para um filme artístico sobre as tradições do folclore polaco.


29/10 sex

21:45 – Rangamatir Baul (Índia)
A residir na vila de Paraldunga, na Índia, Rina Das é uma das mais apreciadas cantoras de Baul, ultrapassando os obstáculos que vêm associados ao ser-se mulher num mundo maioritariamente ocupado por homens e pegando na herança musical da família para se tornar um símbolo moderno desta música/filosofia que se passa de boca em boca.
Os Bauls são menestréis místicos que vivem na zona ocidental de Bengal e também no Bangladesh rural. As suas apresentações reflectem as suas heranças de pregarem o misticismo através das canções. Em 2008, as canções Baul foram oficialmente inscritas na lista do Património Cultural Imaterial pela UNESCO.

23:15 – Northern Resonance (Suécia)
Com uma nomeação para Melhor Álbum Folk com o seu disco homónimo para os GRAMMYs suecos no currículo, os Northern Resonance são o novo trio de cordas escandinavo que está a renovar os limites da música tradicional levando a folk nórdica para enormes paisagens sonoras.
Com os holofotes postos nos instrumentos de cordas, nomeadamente a viola de amor, o hardanger fiddle e a nyckelharpa, um mundo sónico rico em harmónicos é criado, movendo-se entre detalhes de enorme subtileza, levando o grupo a brilhar em sons de enorme grandiosidade.

00:45 – Boi Akih (Indonésia/Países Baixos)
Boi Akih tece uma teia musical que inclui jazz moderno e música improvisada com tradições folclóricas de todo o mundo, criando um som único que é não convencional, mas que é totalmente reconhecível e acessível. Monica Akihary, a cantautora do grupo, é a responsável por enviar as canções directamente para a alma de quem as ouve.
Em Storyteller (2020), Akihary junta-se ao guitarrista e compositor Niels Brouwer, ao flautista Dodó Kis e ao tocador de kora Sekou Dioubate. Em conjunto, estes contadores de histórias musicais evocam um mundo onde as fronteiras se dissolvem e as distâncias entre lugares, tempos e tradições parecem não existir.


30/10 sáb

21:45 – Rodrigo Cuevas (Espanha)
Rodrigo Cuevas prova que o folclore não tem de ser aborrecido. Nasceu em 1985 e é um cantor, compositor, multi-instrumentista e um agitador folclórico. A sua música gira à volta de canções tradicionais com cabaret e cuplé, mas também inclui electrónica com uma pitada de humor, crítica social e sensualidade.
Um fenómeno das artes cénicas, Rodrigo é um comunicador no sentido mais amplo da palavra, sabendo fazer passar as suas ideias através da escrita, da música e das palestras que vai dando entre canções nos concertos. Ouvi-lo é necessário; senti-lo é uma obrigação que nem se parece com isso.

23:15 – Sofía Rei (Argentina)
Folclore e futurismo, elegância graciosa e paixão desgarrada, precisão virtuosística e exploração espontânea, fundindo tudo com jazz, música clássica, pop e electrónica –é assim a música da vocalista, compositora e produtora Sofía Rei, artista já nomeada para os GRAMMYs e premiada quatro vezes com um International Music Award.
Para o seu último álbum, Umbral, lançado em 2021, a multifacetada artista fez um retiro nas montanhas do vale do Elqui, no Chile, para fazer uma íntima busca interior com um único propósito: descobrir, afinal de contas, qual é o seu papel aqui neste mundo e quais as lutas que deve escolher enquanto mulher.

00:45 – Mateus Aleluia (Brasil)
Mateus Aleluia é um dos mais importantes artistas dedicados à música afro-brasileira. Através da sua elaborada escrita de canções, e dos seus anos investidos na pesquisa das raízes em Angola, Mateus cria uma cosmologia singular que nos apresenta temas da cultura e dos rituais afro-brasileiros plenos de crítica social e marcados por um subtexto de amor.
Um fluir africano que se encontra com a riqueza da música do Brasil e, mais concretamente, em Cachoeira. Parte d’Os Tincoãs, o veterano Aleluia lançou o seu primeiro disco a solo com 66 anos, em 2010, Cinco Sentidos, que foi sucedido por Fogueira Doce (2017) e Olorum (2020).


Mais informações www.womex.com.

Outubro

28/10 qui — 30/10 sáb

RIVOLIGrande Auditório

Música
Preço 30€ (passe Rivoli + Teatro Nacional São João)